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Seminário "Proteção Civil e Sociedade", Ferrreira do Alentejo, 25 de Fevereiro de 2014

 

Seminário “Proteção Civil e Sociedade” Centro Cultural Manuel da Fonseca, 25 de Fevereiro de 2014

 

Exmo. Sr. (representante da ANPC)  Diretor Nacional dos Bombeiros, Eng. José Pedro Lopes,

Exmo. Sr. Comandante Distrital do CDOS, Major Vítor Cabrita,

Exmo. Sr. Comandante dos BVFA, António Gomes,

Exmo. Sr. Representante do Comando Territorial de Beja da GNR,

Exmo. Sr., Representante do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, Eng. Portela Campos,

Caras e Caros Convidados,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

 

A Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, em colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do nosso Concelho, resolveu organizar esta 1ª Semana da Proteção Civil.

 

Quisemos, à semelhança das intenções a nível nacional e sob os auspícios da comemoração do dia Mundial da Proteção Civil (no dia 1 de Março) trazer à atenção da opinião pública a importância vital da proteção civil e da sensibilização para a preparação/medidas de prevenção e autoproteção em caso de acidentes ou catástrofes, bem como prestar a devida homenagem a todos os esforços, sacrifícios e realizações de todas as entidades responsáveis pela luta contra as catástrofes.

 

Nesta Semana da Proteção Civil, que decorre até dia 28 de Fevereiro, realizar-se-ão diversas atividades, com o intuito de dar a conhecer a toda a nossa comunidade, medidas e ações que podem prevenir ou atenuar efeitos negativos de desastres e calamidades na vida coletiva da nossa população. Entre as atividades destaque-se a realização de exercício de simulação à escala real com a finalidade de testar os procedimentos de evacuação das escolas do Município, cursos de manuseio de extintores, destinado à comunidade em geral, entre outras ações de sensibilização no âmbito da Proteção Civil e da Defesa da Floresta Contra Incêndios.

 

Quis assim, a CMFA, de acordo com o que acabei de referir, dar o nosso modesto mas empenhado contributo para se poderem abordar estes temas de forma integrada, abalizada e destinando-as a um público mais diversificado.

 

Minhas Senhoras e Meus Senhores

 

Se, infelizmente existe expressão na nossa tradição oral e que tão bem se aplica ao tema em questão é, sem qualquer sombra de dúvida que “Só nos lembramos de Santa Bárbara, Quando Troveja”.

 

Por muitas e variadas razões e de uma forma geral, não tem existido na nossa Administração Pública uma ação de “previsão, avaliação e prevenção dos riscos coletivos”.

 

Se é um facto, é igualmente uma vulnerabilidade que tem tentado ser ultrapassada pela ação empenhada de muitos “agentes da proteção civil no território”, mas que, também, de igual forma, e nos últimos anos, não tem sido devidamente reconhecida pelos responsáveis da política a nível nacional.

 

Por variadas razões, sendo a Proteção Civil uma área onde, cada vez mais se exigem meios humanos, técnicos e financeiros acrescidos, fruto de, por exemplo, de maior instabilidade ao nível das condições climatéricas, de um ordenamento de território e florestal muitas vezes ignorando recomendações técnicas, etc, continua a ser, não obstante o que foi dito, uma atividade com caráter excecional (por se exigir meios sem previsão de necessidade) o que, em nosso entender justificaria, por completo, que se encarasse a contratação de recursos humanos qualificados igualmente de forma excecional, fora do quadro de restrições que atualmente vivenciamos...

 

A nível de autarquias locais é tanto mais presente esta situação, porquanto se exige a redução de pessoal, sob pena de sanções pecuniárias graves que são, como, se compreenderá, ainda mais dolorosas nesta altura.

 

Se é certo que as autarquias, bombeiros e outros agentes de proteção civil assumem um papel fundamental de Proteção de todo o Território, não é menos certo que a Administração Central não pode nem deve desresponsabilizar-se de algo que é verdadeiramente o seu papel – zelar de forma responsável por TODO o TERRITÓRIO NACIONAL.

 

Os meios humanos, técnicos e financeiros são, cada vez mais, assegurados por Câmaras Municipais (que vivem um dos piores momentos desde a sua existência, fruto das dificuldades conhecidas que são impostas) numa altura em que as várias exigências da nossa  sociedade são cada vez maiores.

 

Perante este cenário, não nos parece aceitável que bastem as “boas vontades” de muitos que continuam de forma voluntária e abnegada a dedicar a sua disponibilidade a ajudar a comunidade e a prevenir situações de maior risco.

 

É cada vez mais necessário que se encare toda esta problemática da Proteção Civil, de forma séria, honesta e verdadeiramente prossecutora do interesse e bens comuns.

 

É exigível maior profissionalismo e qualificação, mas também maior responsabilização de todos.

 

Estamos, como sempre, disponíveis para colaborar, com toda a nossa boa-vontade e energia, para salvaguardar o bem-comum  e a nossa comunidade.

 

Agradeço a todos aqui hoje a vossa presença e colaboração neste nosso Seminário, fazendo votos de sucesso profissional para todos os agentes de proteção civil para bem de todas as nossas populações e território.

 

Sejam Sempre Bem-Vindos ao Concelho de Ferreira do Alentejo.

 

Obrigado.