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Inauguração do Museu de Arte Sacra, 1 de Dezembro de 2014

Exmo. Sr. Bispo da Diocese de Beja, D. António Vitalino Dantas

Exmo. Sr. Padre Rui Carriço

Exmo. Sr. Provedor da Santa Casa da Misericórdia, José António Matos

Exmo. Representante da Delegação Regional de Cultura do Alentejo

Exmo. Srs. Vereadores (Vice-Presidente Nuno Pancada e V. MReis)

Exmos. Presidentes da JF e demais eleitos locais

Exmos Convidados,

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Muito Obrigado pela vossa presença e pela associação que fazem a mais uma importante iniciativa da nossa autarquia.

A Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, inaugura mais um espaço de grande importância para a nossa terra.

O Museu de Arte Sacra, situado aqui na Igreja da Misericórdia, só verdadeiramente foi possível pela congregação de esforços de várias partes e pelo empenho, natural, da Câmara Municipal.

Formulo, em primeiro lugar, um agradecimento especial à Dra. Maria João Pina, responsável pela Divisão de Cultural e Desporto e pelo empenho direto (profissional e pessoal) que colocou neste projeto, fundamental para a sua boa execução.

Também à Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, aqui representada, gostaria, em nome da CMFA, de agradecer. Foi graças ao estabelecimento de um protocolo com esta entidade que a CMFA pôde, em boa altura, avançar para a recuperação desta peça de património do nosso Concelho assumindo a posse do imóvel, e formulando uma candidatura aos fundos comunitários (INALENTEJO) que viabilizaram todo o processo.

Também a todo o pessoal técnico da câmara municipal, envolvido em todo o processo

Ao Coro Gregoriano do Porto que aqui se deslocou numa iniciativa inédita no Sul do País

A todos o nosso sincero Obrigado.

Quisemos que esta inauguração tivesse ainda maior impacto com a escolha de uma data particularmente relevante para o Concelho, para a região e para o País.

A data escolhida, hoje dia 1 de Dezembro (há bem pouco tempo Feriado Nacional e dia de particular exaltação de valores nacionais, desde 1910) foi menorizada nestes últimos 2 anos e quase, muito injustamente, esquecida de comemorações nacionais por alguns em que a independência, provavelmente, não deve nem merece ser recordada...

Nós, pela nossa parte, continuaremos sempre decididos a promover estes valores e a importância que não deve, nunca, ser esquecida.

Nesse sentido é também esta a nossa homenagem a todos aqueles que pugnam pela defesa do nosso País, pela sua independência e dos nossos valores, ao recordar que também no Dia da Restauração da Independência Nacional, em 1640, segundo os nossos registos históricos, a extinta confraria do Santíssimo Sacramento, que esteve na dependência da Santa Casa da Misericórdia, recebeu o seu “Compromisso” para poder desenvolver a sua obra religiosa...

Que melhor maneira, pois, de homenagear o Passado, promovendo o reconhecimento dos seus valores arquitectónicos e culturais, com a “retornar à vida” de um espaço, mesmo aqui no Centro da nossa Sede de Concelho, que se encontrava decrépito, abandonado e cuja estrutura principal ameaçava, a todo o momento, ruir, com evidente prejuízo para mais uma “jóia” do nosso património e da nossa História enquanto comunidade...?!

Recuperar espaços no “Centro Histórico”, promovendo a cultura e consolidando o processo de promoção das nossas potencialidades tem sido uma das nossas preocupações.

Neste este ano de 2014 que conferimos especial relevância ao sector turístico, tem sido o mote “O Turismo no Centro do que É Importante” mais um contributo para reforçar a atratividade turística

da nossa terra, com a criação deste espaço expositivo que, estamos certos, junto dos novos empreendimentos turísticos que têm surgido nos últimos 3 / 4 anos, no nosso Concelho, fará grande sucesso e constituirá mais um ponto de visita a todos os turistas que, crescentemente, procuram a nossa terra...

Aproveito para vos informar que depois de todas as atenções centradas no Turismo em 2014, 2015 será, para a CMFA, o ano da promoção do nosso património.

Algo que nunca pode nem deve ser esquecido, pela significância cultural de que se reveste e também pelo enorme esforço que o Município desenvolveu nos últimos anos, ao nível do investimento, foi a aposta na criação/recuperação de espaços culturais: com o Museu Municipal (núcleo-Sede) ele próprio a recuperação de um imóvel de valor histórico e patrimonial aqui bem perto, a criação de um edifício para o Arquivo Municipal com construção sustentável e verdadeiramente inovador, com a aquisição ao Estado Português e total recuperação da ermida de S. Sebastião, e com o futuro projeto de criação de um centro interpretativo nas ruínas romanas do Monte da Chaminé (cuja pesquisa arqueológica foi retomada em 2007, após 20 anos de abandono) dependente, claro está, de apoio comunitário e de concertação de vontades...

A Defesa do Património é algo verdadeiramente engrandecedor e revelador da nosso avanço civilizacional e será, como se costuma dizer, sempre no conhecimento do Passado que compreenderemos verdadeiramente o Presente...

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

A abertura deste museu, conforme já foi referido, mediante protocolo estabelecido com a Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, permite-nos a dignificação e valorização da Igreja da

Misericórdia de Ferreira, desde há poucos meses, classificada como monumento de interesse Publico, que se encontrava decrépito, mesmo no centro da vila de Ferreira do Alentejo, e também a

divulgação da história assistencial e hospitalar no concelho de Ferreira desde o século XV até aos nossos dias. Este novo museu permitirá assim a valorização do nosso Património Cultural Local a que se alia a estratégia turística e a revitalização do centro histórico da Sede de Concelho.

Para além da valorização patrimonial e cultural que já são mais-valias, este Museu de Arte Sacra é algo diferente dos existentes na região. Isto é, aposta num discurso e percurso museológicos inclusivos que fazem dele um Museu efetivamente para todos!

Como poderão ter reparado, as barreiras físicas e de comunicação não existem aqui, tornando-o no ÚNICO MUSEU DE ARTE SACRA onde pessoas com problemas visuais ou de locomoção poderão, de forma adequada e confortável, aceder aos conteúdos museológicos disponíveis .

A valorização deste imóvel pode, assim, por todos, agora, ser reconhecida e apreciada.

Este edifício não será só já conhecido como aquele que foi em tempos casa mortuária, ou que albergava “vestígios do estilo manuelino” como o imponente pórtico que foi, em tempos transladado de uma igreja que já não existe (a do Espírito Santo) e que foi, geração após geração, desenhado, fotografado e desenhado, mas sim, um espaço de Saber, Cultura e, quer-se, de Visita.

Passará a ser uma referência para todos os ferreirenses e para todos aqueles que nos visitam.

Um espaço vivo, inclusivo, único, conservado e valorizado para a fruição e gosto cultural de todos.

Muito Obrigado.