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Inauguração da Feira Nacional da Água e do Regadio, 26 de Junho de 2015

Exmo. Sr.

Presidentes das CM de Aljustrel, Mértola e Ourique
Vice-Presidente da CMFA
Vereador CMFA
Convidados

Minhas Senhoras e Meus Senhores,


Sejam todos bem-vindos à Feira Nacional da Água e do Regadio.

Estamos naquela que é, seguramente, a maior Feira dos últimos 12 anos.

Tal situação deve-se, sem qualquer sombra de dúvida, às melhores condições, oferecidas pela CMFA, aos expositores com a gratuitidade do espaço (stand) a representar uma mais valia e um custo mais reduzido para quem resolveu estar presente para apresentar o seu produto/serviço.

Também as entradas continuam a ser gratuitas, sendo já esta uma “imagem de marca” da Feira.

Continuamos, pois, a apostar na Feira Nacional da Água e do Regadio, evento de referência regional/nacional, realizado de dois em dois anos, tendo prioritariamente a participação dos agentes económicos locais e regionais.

Permitam-me que destaque aqui os objetivos principais da feira:

1) Reforçar a sua importância com o aumento de expositores e visitantes.

2) Continuar a promover, como tem acontecido no passado, a temática do regadio e as novas oportunidades que são criadas na região.

3) Último mas não menos importante, conferir a necessária visibilidade e notoriedade ao Concelho de Ferreira do Alentejo, como a “capital do regadio” da nossa região. Destacando-se,

igualmente, os que, ao longo destes últimos anos se tem instalado no Concelho.

Pela primeira vez estabelecemos uma relação de parceria direta com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo para abordar um tema muito importante para o nosso território: o Olivoturismo. Este tema, fruto da nova realidade agrícola e agroindustrial do nosso Concelho, como maiores produtores de azeite do País, é uma nova oportunidade de negócio para os agentes turísticos do nosso território.

Relembro que nos últimos 2/3 anos foram criadas 114 novas “camas turísticas” com 14 unidades de alojamento a funcionar, neste momento, no nosso Concelho. A este propósito convém, ainda, referir que Ferreira do Alentejo foi o Concelho da “zona de intervenção” do PRODER (programa de desenvolvimento rural – fundos europeus) onde mais investimento foi realizado.

A nova realidade agrícola e a nova realidade turística impõem que comecemos a ver as coisas de outra forma, para melhor tirarmos vantagens que são importantes para a economia local.

Estamos, também, desta forma, a promover o território municipal , tendo como base as estratégias NO CENTRO DO QUE É IMPORTANTE e CAPITAL DO AZEITE, em articulação com os agentes sociais e económicos locais, como forma de aumentar a sua notoriedade e visibilidade.

Minhas Senhoras e Meus Senhores

A CMFA continua fortemente empenhada em dar um contributo positivo para o Concelho e para a Região.

Continuamos, de forma muito ativa e determinada, em defender o Desenvolvimento Económico, desde que legalmente cumpridor e ambientalmente responsável, estando para isso, sempre e persistentemente procurando novos investimentos para o nosso território.

Ao longo dos últimos anos, o Estado Português através de várias formas, decidiu, contrariando os chamados “profetas da desgraça” que o apontavam como projeto do tipo “elefante branco” apostar

no chamado “Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva”. Os resultados estão, agora, à vista de todos:

A alteração de uma Agricultura desatualizada, datada e sem possibilidade de competição internacional, para uma Nova Agricultura, de Novas Oportunidades, de novas culturas, de incremento do espírito empreendedor e que tornou esta região numa das mais produtivas do Mundo em vários produtos, como foi recentemente anunciado.

Mudou-se o paradigma de uma região sem expectativas e completamente desprezada, para uma em que muitas das atenções se viram, pelas perspetivas de futuro e pelo que poderá significar para o próprio País.

Ou seja, o “Elefante Branco”...deixou de o ser quando...se começou a pôr em prática.

Da mesma forma, parece-nos natural que projetos que foram estudados, consensualizados e reconhecidos os seus impactos possam continuar a ser desenvolvidos e promovidos.

(Já agora, a talhe de foice, convém dizer que o  próprio Porto de Sines foi considerado um “elefante branco”).  

Ora a Autoestrada do Baixo Alentejo, a chamada A26 (e não IP8 como erradamente se diz nalguns locais e por algumas pessoas menos atentas) e o próprio Aeroporto de Beja estão agora na categoria anteriormente mencionada...

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Nunca nos cansaremos de defender estes projetos que foram amplamente discutidos e assumidos pelo Estado Português.

Não faz, aliás, grande sentido que se continue (e em meu entender, bem) a investir muitos milhões no Alqueva (constituindo-se este como um dos maiores investimentos públicos de sempre do País) e continuemos a ter, se me é permitida a expressão, verdadeiros “caminhos de cabras” para escoar produções e fomentar/promover os circuitos de bens agrícolas e agroindustriais.

Também o caso do Aeroporto de Beja nos parece algo verdadeiramente incrível o seu subaproveitamento.

Embora se encontre pronto a funcionar, com todas as condições para tráfego de pessoas e de mercadorias, persiste-se, por razões desconhecidas, em não resolver os chamados “custos de contexto” (fuel e handiling) e em VERDADEIRAMENTE aproveitar um ativo que está construído, que teve e tem custos para todos...

O Alqueva, e a nova realidade agrícola e agroindustrial pressupõe como sempre o dissemos, uma abordagem integrada, em que estes chamados “projetos estruturantes” necessitam de “ajudar” o que já está feito e aumentar a sua importância.

Por isso, não queria deixar de aproveitar esta oportunidade para manifestar a nossa vontade em continuarmos a pugnar por esta realidade.

Não o fazemos só nalgumas alturas, mas sempre fará parte do nosso discurso.

As nossas responsabilidades decorrerem das oportunidades que nos são criadas.

Entendemos que a realidade que aqui hoje também celebramos neste evento ligado à água e ao regadio merece todo o nosso apoio e continuada persistência.

A nossa região e a nossa terra precisam de uma atitude forte, determinada e verdadeiramente próximas dos interesses das gerações vindouras.


Estamos cá, sempre, para dar o nosso contributo.

Quero agradecer a todos os que tornaram esta Feira possível, aos técnicos e trabalhadores da CMFA, à ERT Alentejo/Ribatejo da empresa Panóplias D´Encanto e ao patrocinador BPI, através da sua delegação aqui de Ferreira do Alentejo.

Obrigado a todos pela vossa presença aqui hoje, que muito nos honra e que também reconhece o nosso trabalho.