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Intervenção no Congresso Federativo do PS/Baixo Alentejo, Moura, 13 de Março de 2016

Caros e Queridas Camaradas,

Começo por formular votos de parabéns e de sucesso ao Pedro do Carmo para mais um mandato à frente da Federação do Baixo Alentejo.

Uma palavra de reconhecimento também à Renata Veríssimo pela confiança que as Mulheres Socialistas do Baixo Alentejo em nela depositaram, através do voto direto.

Não podia, por força da razão e da justiça, deixar de elogiar aqui, também, o fundamental e voluntarioso trabalho desenvolvido pelo Luís Miranda através da Comissão Organizadora do Congresso.

Quem me conhece sabe que costumo aproveitar estas ocasiões para dizer aquilo que verdadeiramente sinto e me “vai na alma”.

Nesses termos, sabendo grande parte dos e das camaradas aqui presentes, a minha opinião sobre o acordo “às Esquerdas”, não quero que fiquem com a ideia errada de quão empenhado e dedicado estou à existência de um Governo PS, em Portugal e, depois de reflexão pessoal, do apoio a António Costa como Primeiro-Ministro do nosso País.

Sou, inclusive, daqueles (porventura como muitos existirão) que tem a opinião que tudo devemos fazer para viabilizar, durante o máximo período de tempo, esta solução Governativa. Digo-o porque com o PS sabemos que, nós, enquanto região, conseguimos dialogar e discutir soluções para o nosso desenvolvimento, coisa que nos foi vedada durante 4 longos anos de Governação PSD/CDS.

Sabemos que não vai ser um caminho fácil, e, a todo o momento, poderemos ter que contar com menos disponibilidade dos nossos atuais parceiros de Acordo, que poderá causar maior instabilidade governativa, nesta altura, como nas outras, com tudo o que de negativo isso representa...

Estamos e deveremos estar a UMA SÓ VOZ a apoiar o Governo, mas não podemos, nem devemos deixar de ser críticos a algo que nos pareça menos bem...

Caros e Queridas Camaradas,

O Baixo Alentejo desenvolve-se sempre que o PS está no Governo (já o Pedro do Carmo nos tinha lembrado anteriormente) e cabe-nos a nós membros de estruturas locais e regionais, tentar fazer com que essa continue a ser a marca do nosso Partido.

Temos conseguido que a principal estratégia política para a região, desde há muito elogiada e promovida – o Triângulo de Desenvolvimento seja, pelo menos, prosseguida em intenções, já que na prática apenas o Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva parece vir a ser, para benefício da região, PLENAMENTE atingido.

Não devemos só ficar pelas “intenções”, só para alguns ouvirem e permanecerem mais tranquilos, porque isso poderá a médio prazo ser politicamente desastroso. Urge assumir a nossa vocação total de defesa do território, defesa do investimento e defesa, sobretudo, das pessoas. As nossas aspirações políticas ao nível regional têm que ter ECO e RESPOSTA nos nossos Governantes. Precisamos recentrar a atenção do Governo no Investimento Público e como ele é decisivo para uma região como a nossa.

Só com um PS forte e unido, ao nível regional, poderemos (ainda que com as habituais dificuldades) lutar contra o peso demográfico e consequente importância dos grandes meios urbanos, cada vez mais em si centrados e que exigem mais e sempre mais, recursos, meios e pessoas.

Caros e Queridas Camaradas,

Permitam que, a esse respeito diga do particular lamento que temos vindo a sofrer, no que ao número de militantes do PS da Federação do Baixo Alentejo diz respeito.

Lembro-me de, não há muitos anos atrás, ser apontado como principal objetivo de um candidato à Federação, o número de cerca de 2000 militantes. Estamos atualmente, com menos de 600 (votaram nestas eleições pouco mais de 350) e a tendência é a de, se nada for feito, que sejamos ainda menos, com tudo o que isso significa de negativo na nossa importância interna do PS. Alguns dirão, sim, mas a Federação X ou a Y também têm vindo a perder e cada vez votam menos. É certo que não uma situação

exclusivamente nossa, mas, sendo a nossa estrutura mais frágil, a perda de militantes é a PERDA de meios humanos, disponíveis para apoio e sobretudo que afirmem a nossa voz na região.

Caros e Queridas Camaradas,

Como o título da moção de estratégia, aqui apresentada e subscrita por todos, oportunamente diz devemos ter “MAIS PODER LOCAL”, para termos “MAIS BAIXO ALENTEJO”.

Será este o nosso maior desígnio neste mandato federativo: conseguir, com todas as limitações partidárias que temos, manter autarquias (Municípios e Freguesias) e ganhar novas, para, de uma vez, por todas, assumirmos, muito naturalmente e de forma útil para a região o destino da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo.

Só assim conseguiremos verdadeiramente fazer passar as nossas mensagens políticas e constituirmo-nos como força dinâmica, coesa e forte na região.

Devemos, desde já, iniciar a nossa estratégia autárquica com toda a determinação, o necessário discernimento e envolvimento local para obtermos resultados importantes e conseguirmos DAR UM NOVO IMPULSO AO BAIXO ALENTEJO!

VIVA o PS!

VIVA o Baixo Alentejo!