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Intervenção no Simpósio Nacional de Frutos Secos, Ferreira do Alentejo, 30 de Junho de 2016


Bom dia a todos e a todas!

Exmo. Sr. Secretário de Estado da Agricultura, Luís Vieira

Em nome da CMFA, agradeço a vossa presença aqui hoje.

Quero, em primeiro lugar, saudar todos os membros da comissão organizadora, nas pessoas do Eng. Manuel Augusto Soares e Eng. Filipe Sevinate Pinto extensível aos restantes bem como destacar organização a cargo da Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal e do Centro Nacional de Competências dos Frutos Secos.

Permitiam-me que vos diga que temos estado, verdadeiramente, a viver, momentos históricos, nos últimos 7/8 anos para o Concelho de Ferreira do Alentejo.

Dentro de uma estratégia que denominámos : “No Centro do Que É Importante”, foi iniciado como foi referido, um trabalho de grande prioridade ao Desenvolvimento Económico do nosso território.

Criámos um clima empresarial de grande confiança, verdadeiro apoio por parte do Município e dada a disponibilidade de infra-estruturas económicas de grande valia, puderam instalar-se, aqui, nos últimos anos, verdadeiras referências nacionais da atividade agro-industrial!

A Agricultura, a par das Energias Renováveis, assumiu um importante destaque, com o setor do azeite (como também a fruticultura, por exemplo) de forma muito rápida e extremamente abrangente a assumir um papel fundamental, tornando o nosso Concelho no maior produtor/transformador de azeitona do País e a conferir a Ferreira do Alentejo, o título de “Capital do Azeite”.

Surgem agora, pelas condições de “sol, solo e água” novas oportunidades de negócio com culturas alternativas.

A diversificação de qualquer economia é fundamental e decisiva para o futuro de um território.
Provando isto, para além das várias culturas agrícolas já existentes, algumas sendo verdadeiras referências nacionais, surge este novo e importante mercado dos frutos secos.
Este setor, com todo o imenso potencial associado, será, pois uma dessas alternativas para agricultores e agentes económicos empreendedores.

A par de todos as outras atividades que promovem o Desenvolvimento Económico, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo olha com grande expetativa para um setor que se prevê crie mais emprego, mais-valias económicas e atribua maior notoriedade ao território.

Com a nova unidade industrial de transformação de frutos secos, da responsabilidade da empresa MIGDALO (diretamente relacionada com a primeira empresa que se instalou no no nosso Parque de Empresas, aqui em Ferreira do Alentejo – AGROBEJA) que entrará em funcionamento, em breve, pensamos consolidar a nossa posição de liderança ao nível do investimento privado na agro-indústria.

Permitam-me, muito resumidamente dizer, aproveitando aqui a presença do Sr. Secretário de Estado, que, em nosso entender, o futuro da Agro-Indústria na região, não dependerá já só da vontade em investir, aproveitando o enorme mercado de produção, mas da disponibilidade de terrenos e do levantamento das condicionantes do Ordenamento do Território que, infelizmente, não se adaptaram à nova realidade agrícola do Empreendimento do Alqueva.

No caso de Ferreira do Alentejo, na situação atual, uma vez que a capacidade de terreno encontra-se, do lado da autarquia, completamente esgotada (a Migdalo por exemplo adquiriu 5 lotes e já só estão disponíveis mais quatro no Parque, por exemplo, tendo havido interesse para a instalação no último terreno no nosso Parque Agro-Industrial) urge encontrar soluções adequadas para uma verdadeira “VIA VERDE” para a instalação de atividades agroindustriais que decorrem da disponibilidade de água (regadio do EFMA).

Perante esta situação, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, já se encontra a prever, em Sede de revisão do PDM, a expansão/alargamento do “Parque Agroindustrial”.

Porém, parece-nos mais indicada e adequada uma abordagem mais integradora e estratégica, que passará, em nosso entender, por se considerarem, nos vários territórios de influência do EFMA, a criação de VERDADEIRAS “Áreas de Localização Agroindustrial”.

É fundamental que o Governo, e o Ministério da Agricultura em particular, possa assumir verdadeiramente o compromisso de, junto do Ministério do Ambiente (responsável pelo Ordenamento do Território) e demais entidades, proceder a uma verdadeira ´sensibilização´ política para a criação/plano de áreas especialmente vocacionadas para se aproveitar e incrementar todo o potencial decorrente do Empreendimento de Fins Múltiplos do Alqueva e a sua importância estratégica para o País.

Não faz sentido criar valor, com as novas culturas de regadio, e, numa fase posterior, não conseguir, verdadeiramente, dar o natural seguimento às matérias primas com a sua transformação (valorização) em locais próximos de produção.

Foi nesse sentido que tivemos ocasião de enviar uma comunicação ao Sr. Ministro da Agricultura, (que sabemos foi tomada em “boa nota”) por forma a, verdadeiramente, existir um COMPROMISSO de ponderar esta situação, fundamental para o desenvolvimento da região e consequente do enorme investimento (realizado pelo País) no Empreendimento de Alqueva.

Temos o dever de, mais uma vez, procurar ser a solução para o Desenvolvimento da região e do País.

Ficarmos remetidos ao silêncio e resignados às dificuldades, não foi nem nunca será uma opção da nossa parte.

Terminamos, mais um vez, salientando como esta e outras iniciativas são importantes para a região e para a nova expetativa que o regadio veio trazer para este territórios.

Estamos, pois, confiantes no sucesso de mais este empreendimento e estaremos sempre do lado do Desenvolvimento Económico e dos agentes empreendedores para um melhor futuro da nossa região!

Muito Obrigado.