1.º Encontro Nacional do Setor do Azeite

Exmos. Srs Participantes na Abertura deste Encontro:

(especial atenção e por razões de afetividade e proximidade, nosso conterrâneo Eng. Armando Sevinate Pinto)

E Jean-Louis Barjol, Diretor Executivo do Conselho Oleícola Internacional (que muito nos honra com a sua presença) Nous vous remercions de votre presence ici, aujord´hui

Caros e Caras Convidadas,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Permitam-me também agradecer a todos a vossa presença e colaboração neste Encontro.
Quero deixar, igualmente, uma palavra de grande apreço às entidades presentes na Comissão Organizadora:

Grupo ELAIA/SOVENA da Oliveira da Serra, Quinta de S. Vicente, Cartoil, Grupo Âncora/Herdade do Sobrado, Herdade do Monte Novo e Figueirinha, Cooperativa Agrícola da Vidigueira e Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos.

Ao nosso patrocinador exclusivo (sempre presente nas iniciativas de promoção do nosso território): Crédito Agrícola de Ferreira do Alentejo

Ao apoio importante da INNOLIVA e ao nosso Media Partner “Revista País Económico” que todos em conjunto permitiram a realização e o sucesso desta iniciativa.

O nosso obrigado a todos.


Estamos aqui no que podemos e iremos considerar como o novo território, por excelência, da produção de azeite em Portugal.
Este conjunto de vários Concelhos começaram, por vocação própria e pelas condições aqui criadas, por enveredar por um caminho de produção agrícola assente no novo olival intensivo e superintensivo e posteriormente na sua transformação, criando riqueza e mais-valias como há muito anos a nossa região não possuía...
Se é certo que o próprio envolvimento das empresas aqui existentes terá que ser gradualmente maior (e o próprio conceito de responsabilidade social alargado) não é menos certo do papel que, já hoje, desempenham nas várias comunidades locais ser bastante visível e relevante.
No início de todo o processo de cultivo, houve inclusive quem temesse que toda a matéria-prima (a azeitona) pudesse ser, pura e simplesmente transportada para longe do seu local de produção sem ser aqui transformada.
Rapidamente se percebeu que tal não seria economicamente viável, nem em termos de qualidade de produto muito aconselhável...
No caso do Concelho de Ferreira do Alentejo, com importantes unidades agroindustriais (lagares) que aqui foram construídos (nos últimos 5 anos cerca de 5) tornou-se bem evidente da necessidade em, cada vez mais, se pensar e refletir de sua importância num setor que, nos primórdios dos planos de rega do Alqueva (mesmo até durante a construção da barragem) não merecia qualquer referência, nem tão pouco se viria a supor da sua enorme relevância ao nível da utilização de recursos e do significado para a economia regional, nacional e mesmo internacional.
Conseguimos um facto bastante peculiar em (se me é permitida a expressão) integrar a “fileira” do azeite com a entrada em funcionamento de uma unidade de valorização de bagaço de azeitona, e uma central de gaseificação, que estará pronta no final deste ano, também utilizadora da material vegetal aqui criada.
Estas unidades de biomassa, acrescentaram e acrescentarão mais ao nosso Município, não só pela recolha e valorização deste sub-produto (fundamental para o funcionamento das unidades agroindustriais), mas também pelo facto, de terem como objetivo, a curto e médio-prazo a produção de energia.
Fruto do grande empenho dos vários agentes económicos nacionais e estrangeiros, pela aplicação de meios financeiros e tecnológicos, o “novo olival”, como costumamos designar esta verdadeira “mancha de olival intensivo e superintensivo” que nos últimos anos, só no Município de Ferreira, ocupou mais de 12 mil hectares, é o mais moderno do Mundo, com as técnicas mais evoluídas, num perímetro de rega mais avançado e com todas as condições para vingar e ser uma referência mundial. Refira-se a este respeito os vários prémios nacionais e internacionais que as nossas marcas de azeite obtiveram num prazo de existência de apenas 3 ou 4 anos...!
O contributo que se está a dar ao nível na produção, já coloca Portugal nos primeiros lugares da produção de Azeite, caminhando-se para um país que era, até há bem pouco tempo, insuficiente ao nível da quantidade para outro autossuficiente e referência ao nível mundial. A contribuição para o aumento das exportações do País, é também significativa e fundamental numa altura de grandes indefinições e dificuldades económico-financeiras que atravessamos.

Minhas Senhoras e Meus Senhores,

Não queria deixar passar esta oportunidade, para vos dizer que a CMFA se encontra profundamente empenhada e determinada em promover um setor que, desde o início, consideramos estratégico e decisivo para o nosso território.
Pela área geográfica que ocupa, pelos meios que envolve (cada vez mais locais) pela criação de postos de trabalho e valia económica, e ainda pela grande relevância mundial que o produto possui, estamos determinados e motivados em dar o nosso modesto contributo para o setor.
Para além das iniciativas que, de forma mais ou menos pontual, realizamos no sentido de conferirmos maior visibilidade e valorizarmos o setor oleícola do território, procuraremos, dentro das possibilidades que se nos apresentam, continuar a realizar o Encontro Anual do Setor do Azeite e a promover outras iniciativas no âmbito desta colaboração que aqui iniciámos com estas entidades e com o apoio dos fundos do INALENTEJO/QREN.
Nesse sentido e cientes da importância que o Azeite tem e terá na vida coletiva da nossa comunidade, a CMFA registou a MARCA “Ferreira do Alentejo, Capital do Azeite” cuja imagem gráfica deverá, de ora em diante, figurar em todos os documentos/suportes externos de promoção e divulgação do Município, como forma de valorizarmos este setor, mas também de darmos uma maior visibilidade e apoio institucional aquele que é o nosso “ouro líquido”.
Estamos e continuaremos a estar convencidos que o investimento económico é a panaceia para muitos dos problemas estruturais dos quais a nossa região padece e continuaremos, através das nossas possibilidades e competências, a procurá-lo de forma ativa e empreendedora.
Nesse sentido manifesto aqui, como sempre o temos feito, disponibilidade e vontade para continuar a contribuir para um setor como o do Azeite, que já é muito relevante na região e que poderá ser (também) decisivo para o País.

Muito Obrigado.