XIV Congresso Federativo do Partido Socialista do Baixo Alentejo

Caros e Queridas Camaradas,

Permitam-me uma saudação muito especial aos eleitos locais e restantes militantes e simpatizantes que com toda a justiça e mérito, ganharam as eleições em Beja e Aljustrel.
Com trabalho, determinação e empenho deram um grande contributo para o engrandecimento do PS no Baixo Alentejo.
O PS no nosso Distrito tem tido a particularidade, como provavelmente em poucas regiões do País, de demonstrar uma admirável dinâmica e renovação, sinais bastante encorajadores da confiança que podemos ter no Futuro.


Nesses termos, é absolutamente fundamental destacar o papel que os dirigentes federativos tiveram neste mandato, assegurando um capital de esperança e de perspectivas positivas para o PS, com particular e natural destaque para o Presidente da Federação, Luís Ameixa.
De facto, em tempos conturbados, de muita instabilidade interna, de heranças politicas pouco saudáveis, conseguiu criar condições, com os necessários compromissos, onde a coesão e unidade interna passassem a ser, efectivamente, “características genéticas” e não apenas actos intermitentes ou circunstanciais”.
Luís Ameixa e demais dirigentes federativos souberam nestes anos criar condições para que o PS/Baixo Alentejo pudesse ser ouvido, respeitado e o seu papel político dignificado.

Caros e Queridas Camaradas,

A nova realidade política em Portugal e na Região, marcada pelos condicionalismos económico-financeiros, vai exigir de todos nós um novo tipo de atitude e de comportamento.
Como Partido que diz a verdade e que luta pela melhoria das condições de vida de todos, temos que, sem qualquer tipo de receio assumir o nosso pendor verdadeiramente regionalista.
A Defesa intransigente do processo de regionalização administrativa de Portugal Continental é e deverá continuar a ser uma das nossas mais visíveis bandeiras.
Mas não o podemos ser “só no papel” ou por conveniência ser audível/visível aos órgãos de comunicação social. Temos que OBRIGATORIAMENTE assumir, sim também, uma “regionalização de comportamentos”, isto é “sentir a Região” defendê-la. Defender as suas pessoas, mas também defender os seus serviços de proximidade. E isso passa por combater com todas as nossas forças, de forma determinada, a extinção de um qualquer serviço, o encerramento de uma escola, a falta de profissionais de Saúde ou de Segurança denunciar, combater e lutar pela coesão da nossa terra, porque estamos a falar do que é nosso da valia do nosso território da capacidade que tem em oferecer serviços e gerar dinâmicas.
Não é surpresa para ninguém que os Censos Demográficos do próximo ano, nos trarão a todos muitos “amargos de boca”.
De dia para dia, todos nós sentimos que a nossa Região está mais envelhecida, menos habitada, com uma sangria populacional nos mais novos, nos qualificados naqueles que, supostamente, nos poderiam ajudar a desenvolver os nossos territórios e obter padrões de qualidade de vida e competitividade verdadeiramente europeus.
Também será aqui que o Partido Socialista do Baixo Alentejo, TODOS NÓS, deveremos reflectir e, de forma objectiva e concreta, procurar soluções.
A falta da chamada “massa crítica” na nossa Região, reflecte-se também e necessariamente, numa “apatia cívica” e falta de participação política generalizada que devemos (enquanto Federação do PS/Baixo Alentejo) continuar a combater com a realização de iniciativas “agregadoras” que permitam discutir, reflectir e apontar estratégias.
Os projectos estruturantes para a nossa Região – Alqueva, IP8/A26 e Aeroporto de Beja - e que sempre foram referidos como prioritários pelo PS estão “no terreno”. Mas isso, como se está a ver, não é ainda suficiente para poderem ser um sucesso e cabe a todos os socialistas da Região lutar pelo seu aprofundamento, concretização e afirmação. Também aqui devemos ser Regionalistas, se necessário mesmo sendo “menos disciplinados” com as orientações nacionais do PS.

Caros e Queridas Camaradas,

Ser Socialista é ser um exemplo cívico de comportamento social, económico e político. É ter um sentimento democrático e republicano de inquestionável juízo ético. Enquanto responsáveis Nacionais, Regionais ou Locais devemos sempre, mas sempre, pensar em Servir as Pessoas e colocar os seus interesses acima dos nossos (pessoais ou partidários).
Temos que continuar a assegurar estes valores como reconhecidamente tem acontecido na Federação do Baixo Alentejo!
Como todos sabem, vivemos momentos de grande indefinição ao nível económico e financeiro. Uma situação que se não for devidamente travada, poderá por em causa a vida quotidiana dos nossos filhos e netos. Estas medidas de contenção e restrição não foram, não são, nem serão, fáceis de serem aceites pelas pessoas.
O paradigma de crescimento/investimento e desenvolvimento do nosso país (especialmente depois da adesão à União Europeia) fez-nos todos adormecer sobre as reais possibilidades do País.
Teremos, em muitas das funções que ocupamos, que transmitir mensagens bem mais realistas, mas, com toda a certeza, menos bem aceites aos que nos elegeram e isso poderá ser ter custos muito para além dos que prevemos.

Caros e Queridas Camaradas,

O termo “Crise” em Japonês e Chinês tem dois significados/palavras – “Perigo” e “Oportunidade”.
É nesses termos que deveremos, enquanto Partido responsável, para reformar, alterar, tornar sustentável e caminhar para um Futuro com mais Esperança, Confiança e Oportunidades! Foi isso que fizemos no Passado, estamos a fazer no Presente e, com a ajuda de todos os socialistas, Faremos no Futuro.

Viva o Partido Socialista!

Viva o Baixo Alentejo!

Viva Portugal!